segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Descobrindo as canções e histórias da Congada do Parque São Bernardo

Domingo, dia 26 de outubro de 2014, além de ter sido um dia de importância devido à eleição para presidência da república federativa do Brasil, foi um dia incrível na pesquisa para composição do livro. Fomos a casa de Dona Cotinha encontrar a família Lemes para conhecer algumas músicas da Congada do Parque São Bernardo. O pessoal foi chegando, se ajeitando para darmos início a bagunça e diversão, como disse o seu Zé Neguinho. Aliás, seu Zé começou cantando uma música linda que diz:



EU CHORAREI AMANHÃ
QUE HOJE EU NÃO POSSO CHORAR
O DIA É PRA GENTE VIVER
A NOITE É PRA GENTE SONHAR

Fomos devidamente apresentadas ao pessoal do grupo, para que todos pudessem entender o que é que a gente estava fazendo ali, aí seu Ditinho, mestre da congada, se coloca da seguinte maneira:


"DE VEZ EM QUANDO A GENTE TEM QUE OLHAR NO RETROVISOR SIM
ISTO FAZ PARTE DO PROJETO DA EVOLUÇÃO DAS COISAS
É UMA PENA QUE MEUS AVÓS, MEU PAI, NÃO TÁ AQUI PRA VER
QUE VALEU A PENA ELES ANDAR 4/ 5 HORAS PRA DANÇAR CONGADA
E ESTAMOS ENTRANDO NA INTERNET ESTAMOS ENTRANDO NO PROGRESSO
NÃO ESTAMOS FICANDO PARA TRÁS, ESTAMOS EVOLUINDO"

Nos enche de alegria pensar que de alguma maneira estamos contribuindo para que o trabalho da Congada do Parque São Bernardo seja eternizado e esteja disponível para as pessoas. Foi uma tarde incrível, onde tivemos a oportunidade de conhecer muitas canções, de ouvir histórias, de compartilhar emoções. Seu Zé Neguinho nos contou uma história muito interessante que aconteceu com o grupo certa vez em um encontro de Congadas no Estado de Minas Gerais:




NÓS ESTÁVAMOS NUM ENCONTRO DE CONGADAS EM MINAS GERAIS, ENCONTRAMOS OUTRA CONGADA E CANTAMOS ASSIM PARA ELES:

QUE ENCONTRO MAIS BONITO NÓS TIVEMOS NESSA HORA

ENCONTRAR FILHOS DE DEUS, FILHOS DE NOSSA SENHORA


AÍ OS CARAS PARA ZUAR COM A GENTE, PORQUE A GENTE NÃO CARREGA BANDEIRA, NORMALMENTE OS GRUPOS CARREGAM BANDEIRA DE SANTO, AÍ A GENTE NÃO CARREGA BANDEIRA, DAÍ FIZEMOS O ENCONTRO TAL, E OS CARAS COMEÇOU DAR RISADA , DO LADO DE LÁ, COMO QUEM DIZ, MEU HOJE A GENTE VAI PEGAR ESSES CARAS DE JEITO, PORQUE A GENTE, MODÉSTIA A PARTE, A GENTE SOMOS TOP DE LINHA, A GENTE CANTA, A GENTE DANÇA, RESPEITA TODO MUNDO, TEM UM PERFIL LEGAL, ENTÃO AS CONGADAS, ELAS NÃO TINHA ISSO, FICARAM MEIO P DA VIDA COM A GENTE, AÍ ELES CANTARAM ASSIM PRA GENTE, ELES SABIA QUE A GENTE NÃO TINHA BANDEIRA, ELES CANTARAM ASSIM PRA GENTE:

QUE ENCONTRO MAIS BONITO, NESSE PEDAÇO DE RUA

VOCÊ BEIJOU MINHA BANDEIRA, QUEREMOS BEIJAR A SUA

AÍ A NOSSA CONGADA RESPONDIA:

SÃO BENEDITO É O SANTO

SANTO QUE ME VALEI

ELE É MEU PADROEIRO

CADÊ O PADROEIRO SEU

QUE ENCONTRO MAIS BONITO NÓS TIVEMOS NESSA HORA ENCONTRAR FILHOS DE DEUS, FILHOS DE NOSSA SENHORA

SEU DITINHO TERMINANDO A HISTÓRIA...
TERMINOU DA SEGUINTE FORMA:  EU ALI NO MEIO PROCURANDO UMA SOLUÇÃO, NÃO ACHAVA, FUI NO ZÉ E O ZÉ ABRAÇADINHO COM O VIOLÃO TAMBÉM, O PAULINHO TAMBÉM COM O VIOLÃO ABRAÇADO,  E EU IA LÁ, FALAVA COM O LUÍS LÁ TRÁS, NA BATERIA TAMBÉM, O LUÍS FALAVA ASSIM: HOJE PEGARAM NÓS, E AÍ O ZÉ PEGOU E FALOU: PAI (O MEU PAI ANDAVA COM UMA ESPADA, DE LADO), AÍ O ZÉ FALOU PRO PAI: TIRA A ESPADA, AÍ MEU PAI BATENDO A MÃO NO BOLSO E AQUELE POVÃO, É MUITA GENTE NÉ, E AÍ FALOU E AGORA, E O PAI BATENDO A MÃO NO BOLSO, O QUE SERÁ QUE O PAI TÁ TIRANDO AÍ? DAQUI A POUCO MEU PAI TIROU O ROSÁRIO, ENFIOU O ROSÁRIO NA ESPADA E LEVANTOU ASSIM, E AQUELE POVÃO GRITOU Ê SÃO BERNARDO, AÍ PAI LEVANTOU, JESUS É MEU, EU SOU DE JESUS, JESUS VAI COMIGO, EU VOU COM JESUS 

Fala a filha do seu Zé:
QUER DIZER SÃO BENEDITO É NOSSO PADROEIRO E NOSSA BANDEIRA É O TERÇO  

SEU DITINHO: E O POVÃO, COMO É MÚSICA RELIGIOSA, TODO MUNDO COMEÇOU A CANTAR, AÍ O POVÃO FEZ AQUELA FILA, COM TANTAS CONGADAS, O POVO VEIO PARA BEIJAR O ROSÁRIO, O POVO COMEÇOU A FAZER FILA E O PAI COM A ESPADA, AÍ NO COMEÇO COMO O BRAÇO DELE  TAVA FIRME, FOI SEGURANDO A ESPADA, FOI 1, 2,3,4, VAI FICANDO BOM, MAS DEPOIS JÁ VAI FICANDO MEIO TRISTE, ENTÃO POR FIM QUEM CHEGAVA MEU PAI ENCOSTAVA A ESPADA NA TESTA DELE, QUE O BRAÇO DELE NÃO AGUENTAVA
CLÉO FALANDO: MAS FICOU PARECENDO QUANDO UMA PESSOA FEZ UM ATO MUITO GLORIOSO,  QUE ELES PEGAVAM A ESPADA ASSIM E BATIA NA TESTA ASSIM COMO SE A PESSOA TIVESSE FEITO ALGO MUITO GRANDE, NA ÉPOCA DOS GLADIADORES, O PESSOAL AJOELHAVA E RECEBIA, ACABOU FICANDO MAIS BONITO

A congada está no cerne da família Lemes há cerca de 120 anos e as novas gerações estão chegando para dar continuidade ao grupo, trabalhando dentro da realidade atual, mas nunca se esquecendo de se remeter e agradecer a quem deu início a todo este processo. Para finalizar o encontro, foi cantada uma canção de despedida:


EU AGORA VOU ME EMBORA
O LAIÁ, O LAIÁ
NÃO VAI DÁ PRA TE LEVAR
O LAIÁ, O LAIÁ
VOU LEVAR SAUDADES SUAS
O LAIÁ, O LAIÁ
NO CAMINHO EU VOU CHORAR
OLAIA, LAIA


BOA NOITE, BOA NOITE
MEU SENHOR, MINHA SENHORA
BOA NOITE, BOA NOITE
PORQUE NÓS JÁ VAMO EMBORA
BOA NOITE, BOA NOITE
MEU SENHOR, MINHA SENHORA
BOA NOITE, BOA NOITE
PORQUE NÓS JÁ VAMO EMBORA
 

 
 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ensaio da Folia de Reis Baeta Neves

Evento ocorrido no domingo, dia 31 de agosto de 2014

Um domingo de sol, você faz o que? Quer ir a praia, ao clube, ao parque. O pessoal da Folia de Reis Baeta Neves se reúne para fazer um ensaio com muita emoção e animação. Eu e Amanda seguimos rumo à casa do senhor Pedro Baldoíno, coordenador da folia. De repente, um vendaval e uma chuva como há muito não víamos cair deu o ar da graça. Água do céu e na terra o povo já estava reunido, aguardando nossa presença para dar início ao ensaio. Montamos nossa aparelhagem para registro e assim a Folia deu início as toadas.  Com muita emoção e fé, seu Juarez, o embaixador da folia, ou seja, aquele que inicia as canções, começa a cantoria, a viola puxa a melodia e os outros instrumentos e vozes entram na toada. Há um esforço do pessoal da voz para se ouvirem visando timbrar as vozes, ou seja, casar uma voz com a outra. Cerca de 40 minutos depois do início, deu-se uma parada para comes e bebes e muitas risadas. O ambiente estava muito alegre, se via que realmente aquelas pessoas estavam felizes de se encontrarem e orgulhosas de fazer parte da folia de reis. Havia alguns parentes e amigos assistindo ao ensaio. Após muito bate-papo, voltou-se para cantar mais algumas toadas e ao final disseram que fazia muito tempo que não cantavam tão bonito como naquele dia. Terminaram cantando a Oração pela família, muito famosa, que diz “abençoa senhor as famílias amém, abençoa senhor a minha também”. Neste clima de muita amizade e fé encerrou-se o ensaio e ficamos extremamente gratas em participar de um momento tão mágico e importante para nós como pessoas e como pesquisadoras.




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Bate papo com José Lemes - Congada do Parque São Bernardo

Mais conhecido por Zé Neguinho, 50 anos e nenhum cabelo branco.
Eu, 31 anos, vários reflexos brancos pela cabeleira!




Despedindo-se do inverno, um dia nublado, um corpo cansado, mas uma alma ativa e aberta para o que pudesse acontecer. Assim eu me dirigi à casa de Dona Cotinha, quase 90 anos e uma disposição incrível, para conversar com o seu Ditinho. Chegando lá, não o encontrei, todavia para minha surpresa e alegria o senhor José Lemes me recebeu, de peito aberto para uma conversa franca e descontraída. Começou me contando dos avós, de como eles se conheceram, que sua avó nasceu no dia 13 de maio de 1888, dia da assinatura da lei Áurea, que libertou os escravizados, entretanto não deu condições aos negros de terem uma vida digna, já que não tinham dinheiro, casa, trabalho. Ele me disse, com a maior franqueza: “a igreja foi conivente com a questão da escravatura, via tudo e não fazia nada”.
A cidade de Cambuquira, em Minas Gerais, é muito representativa nesta questão, pois foi um local doado aos negros para que pudessem começar a vida libertos, mas houve muita discórdia com os brancos para que conseguissem permanecer no local.
Seu Zé Neguinho vira para mim e pergunta: “você sabe o motivo pelo qual as cidades, principalmente as que possuíam escravizados têm em sua grande maioria a Igreja Matriz e a Capela? Eu não tinha a menor ideia e muito sabiamente, seu Zé me explicou que os donos das fazendas faziam suas festas religiosas na igreja e os negros somente podiam entrar na capela, seria como se a igreja houvesse construídos as capelas para os negros e as igrejas para os brancos. Todavia, o negro ia para a capela fazer seus batuques e os brancos ficavam encantados com a sonoridade, mas não iriam entrar em nenhuma hipótese na capela, por isto com o tempo os negros foram permitidos a participar das festas religiosas, para ao término destas, poderem fazer a festa profana, com batuque e por isto também a igreja “dá” aos negros os santos negros: São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, para trazer os negros para a fé católica.
Várias vezes seu Zé Neguinho me disse: “não adianta a gente dançar congada e não saber a história por trás da congada, a gente precisa entender como chegamos aqui.” Começamos a voltar a falar da família, que os avós já faziam parte de congadas em Minas Gerais e em 1963, os pais decidem sair de Monsenhor Paulo e vir para São Paulo, em busca de melhores condições de vida. Moraram em algumas cidades do interior, em Santo André, até chegar em São Bernardo do Campo, no Parque São Bernardo. Sempre quando voltavam a Minas Gerais, iam para as festas de congadas, dançar se divertir, até que um dia, seu Zé Neguinho com cerca de 20 anos pensa em montar a congada da família. Pela questão de hierarquia, ele fala primeiramente com seu pai, que fica meio relutante com a idéia, depois com seu irmão mais velho, seu Ditinho e assim iniciam a Congada do Parque São Bernardo, há princípio apenas com membros da família Lemes, que na época eram 7 irmãos de sangue e 1 de criação. Muito interessante também as colocações de seu Zé Neguinho com relação a fé que seu pai tinha e que fez com que conseguissem sair de situações muito difíceis.
Outro aspecto muito interessante de nossa conversa foi a visita ao Centro de Memória da Família Lemes, que está sendo finalizado, em um terreno próximo a casa da família. Seu Zé Neguinho fez e está fazendo toda obra sem nenhum auxílio financeiro. O sonho dele é tornar o local um centro cultural, onde tenha aulas de música para as crianças, aula de tecnologias para os idosos, seja um espaço para discussão das questões do negro, de reunião de diversas culturas: hip hop, rap, congada, samba, para produção de saraus. Há uma vista incrível da comunidade como um todo, é um local muito representativo e além de todos estes aspectos, haverá um espaço para contar a história da família Lemes.
Nossa conversa finalizou falando da questão do negro, como a raça está desarticulada, não há união e prova disto, segundo seu Zé Neguinho, é ver que na maioria das escolas de samba hoje não há negros ocupando altos cargos, o dia 20 de novembro, que é o dia da Consciência Negra, não há um movimento ele mesmo disse que acha inútil o feriado, porque não trouxe consciência alguma sobre a questão.
Voltei para casa muito feliz, com a sensação de que em apenas uma tarde de domingo eu aprendi tantas coisas, que anos e anos não me dariam e o quão rico e iluminado é cada ser humano!

domingo, 14 de setembro de 2014

CENTRO DE REFERÊNCIA DAS CULTURAS POPULARES TRADICIONAIS

Dia 14 de setembro foi marcado pela reabertura do Centro de Referência das Culturas Populares Tradicionais na cidade de São Bernardo do Campo, que em 1980 funcionava com o nome de Centro de Pesquisa do Folclore, coordenado pelo pesquisador Antonio Perez. Havia o cadastramento de grupos folclóricos locais, uma biblioteca especializada no assunto e um acervo de mais de 1.000 peças. No final da década de 80, início dos anos 90 o centro é fechado. Reabre em um momento muito importante, no qual as culturas populares estão ganhando cada vez mais destaque, na semana onde o Carimbó, manifestação da cultura popular da região Norte do país foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
 O centro funciona no Casarão do Parque Chácara Silvestre, que passou por um grande restauro para receber novamente as peças do acervo. Ficamos muito felizes em ver no acervo bibliográfico o livro de nosso amigo jornalista e pesquisador Walter de Sousa Junior - Moda Inviolada: uma história da música caipira. Além do acervo bibliográfico, há exposições, peças de cerâmica, vídeos, fotos sobre grupos que trabalham com cultura popular principalmente na região do ABC. Funciona de quarta a domingo, das 10h às 16h.




    


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O Livro

Em meados de outubro de 2013, Amanda Martins e Renata Sales tiveram a ideia de escrever um projeto para concorrer ao VAI da prefeitura de São Bernardo do Campo. Ambas são fascinadas pelas questões da cultura popular e sentiram a necessidade da produção de um livro que contemplasse os grupos da região do ABC -  já que as duas moram em São Bernardo do Campo - ressaltando a história dos mesmos no contexto da vida urbana e as músicas utilizadas nestas manifestações.  A publicação objetiva todas as pessoas que gostam do assunto, mas de sobremaneira será um livro para auxiliar os professores a trabalharem a cultura popular no contexto escolar.
Agradecemos de antemão a jornalista e pesquisadora da cidade de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni, autora do livro Abre as portas para os Santos Reis, que generosamente nos auxiliará na produção do livro, em especial o capítulo sobre Folia de Reis.Também temos gratidão enorme à professora da Universidade Federal do ABC, Andrea Paula dos Santos, que também nos auxiliará na produção do livro.

O primeiro evento que fomos após a contemplação pelo prêmio foi o encontro de Folia de Reis, que aconteceu em 05 de janeiro de 2014, na cidade de São Bernardo do Campo.





FOLIA DE SANTO REIS – FÉ, TRADIÇÃO E FESTA

4º ENCONTRO DE FOLIAS – SÃO BERNARDO DO CAMPO – 05/01/2014

O dia de Santo Reis é 06 de janeiro, mas para que a população pudesse participar da festa, o quarto encontro de folia de reis de São Bernardo do Campo foi realizado no domingo, dia 05. Um dia assim meio indeciso, o sol não sabia se queria ou não participar da festa. O certo é que vieram várias companhias: de São José dos Campos, de Itaú de Minas, o pessoal do Divinópolis da folia Estrela Guia (SBC) e a Folia de Reis do Baeta Neves (SBC). Este folguedo ressalta a fé, a dedicação dos participantes, a devoção e o amor a esta tradição. A população de São Bernardo realmente estava emocionada ao ver a apresentação das folias. O sol resolver aparecer no momento da procissão. Castigou a temperatura, mas quem cantou não sentiu. O povo acompanhou, cantou, dançou, rezou e sorriu. Uma senhora pagou sua promessa, segurando a bandeira de uma das companhias, momento muito emocionante, misturando a cultura e a fé do povo brasileiro.



sábado, 6 de setembro de 2014

Quem é o Samba Lenço de Mauá?

O Grupo Samba Lenço de Mauá existe há mais de 50 anos. É uma manifestação que compõe o samba rural paulista, também chamado samba de bumbo, já que com o tempo além de ocorrer na zona rural, passou a ocorrer também na região urbana, sendo elemento característico o uso do bumbo.  Este samba foi muito pesquisado por Mário de Andrade na década de 30.
Samba é o nome de muitas manifestações populares no Brasil, em toda parte, onde a mão de obra escrava sustentou a economia. No século XIX as fazendas de café trouxeram para o Vale do Paraíba e o Oeste paulista várias dessas manifestações, como o jongo, o batuque e o samba de roda.
Elas têm em comum o uso da percussão, o improviso de cantigas, a dança de pares, em fileiras e em rodas, sobretudo o gesto característico, apenas dançando, a umbigada, o samba, elementos que fizeram com que a dança recebesse o nome de samba.
A dança comandada pelo bumbo e a “moda” tirada pelo puxador, põe em movimento duas filas de sambadores, primeiro com o convite dos homens às mulheres, e depois delas aos homens, organizando-se em pares. Era tradição que o convite para o parceiro fosse o aceno de um lenço branco, herança dos bailes da casa grande, mas às vezes basta uma vênia em seu lugar.
As modas cantadas fazem parte de um repertório conhecido, com temas religiosos, da vida cotidiana, do imaginário de um tempo antigo e histórias de escravos. Assim o samba lenço preserva o patrimônio de uma memória ancestral.
Veja mais em: www.sambalenço.com.br



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Samba Lenço no SESC Itaquera

Acompanhamos a apresentação do Samba Lenço no SESC Itaquera no dia 30 de agosto, às 19h00. Apesar do frio, o calor do grupo esquentou quem estava assistindo e ao final todos caíram na dança.

Como diz a canção do Samba Lenço:
Quer ir mais eu vamo!
Quer ir mais eu vambora!